quarta-feira, 27 de abril de 2011

ocupada demais sendo feliz

Chega um momento em que tudo o que você quer é ser feliz.. pra mim esse momento chegou. Estou sendo feliz com meus erros e acertos, com defeitos e qualidades, com os amigos que já tenho, os que ainda terei, porque disso estou certa, muitas coisas ainda virão, boas e ruins, mas eu estarei aqui construindo meu castelo, que desta vez não é de areia...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Madrugada... pensando em você!

Madrugadas
Porque quando você chegar eu quero usar o meu melhor vestido. E eu quero que você me olhe e que perceba que boa parte de tudo que tenho feito é por você. E eu não quero que você se assuste... e bem lá dentro de mim eu não quero saber nada disso, porque senão quem se assusta sou eu.
E eu não importo se tá tudo errado, porque eu não quero juízos, sabe? E tbém não quero ninguém...
E porque minha vida é boa assim, mas sei lá, parece que eu sinto falta. Eu sinto falta de você... sem a gente nunca ter vivido coisa alguma. E é estranho.
E a minha mente me diz que eu não tenho idade pra isso, mas o corpo, quando eu fecho os olhos, sente falta é de você... e não tem nada a ver, eu me digo em sequência, mas sou tomada pelo tesão que eu nunca nem mesmo imaginei acontecer.
É madrugada, eu quero me despir do meu melhor vestido. E quero minha boca na sua boca e quero sentir o seu abraço. E isso me faz sentir estúpida e tola. Mas eu nem ligo.
Eu nem ligo. Eu tenho medo de quê?

Às vezes eu paro e penso se cada história dolorosa q eu vivi na minha vida não foi meio q uma preparação pra que eu encontrasse você... e aí eu penso "claro q não, essa expectativa é só sua...". Mas eu não importo. Os sentimentos são meus, mas hoje eles são seus. Eles são seus... e eu odeio essa sensação de vulnerabilidade que isso tudo me traz. E eu me pergunto se não invento. Às vezes eu tenho certeza de que invento. Mas sigo.

E porque essa noite tinha uma dezena de pessoas e eu não queria ninguém. E porque na outra noite tinha outra dezena de pessoas e eu também não queria ninguém. E porque eu penso que te pus num pedestal tão alto que ninguém alcança... então te desço.

Eu não sei o que eu sinto. Mas eu sinto falta. Sinto. E invento? Sinto. Ventanias. E deliciosamente, sem qualquer controle, (enlou)cresço.


(Elenita Rodrigues)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pensando em vc!

plenos de manhãs indóceis.Aprendi a desatar o choro amolecido na garganta e a enfeitar a casa com flores simples, do campo.

Ingressei em noites sem estrelas iluminadas apenas pela ponta de um cigarro aceso. E amanheci entre borboletas azuis e flores roxas sem nenhum odor, mas com o cheiro de chá de erva cidreira inundando toda a casa.E você vibrava em verde curando as mesmas páginas que feria.

Compartilhei o meu suor íntimo e fértil e tudo nos parecia tão sagrado que eu desviava o meu olhar da dor.E fui me desapegando do desamparo cuidando do manjericão que plantamos juntos: pela primeira vez na vida eu via uma coisa bonita e palpável nascer.

Você me dissertou sobre bichos, plantas e marés.E adormeceu minhas angústias cantarolando aquela música tão desbotada.

Aprendi sobre como a escuridão pode ser suave aos olhos. E de como certas chuvas podem ressecar por dentro.Aprendi a cuidar deste solo seco e a relatar sonhos enquanto abria as janelas da casa. Aprendi a dar outros nomes pro abandono.

Com você eu aprendi que uma bicicleta amarela podia trazer com ela tudo aquilo que mantinha espesso o meu desejo...
Marla de Queiroz

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

E a dor voltou

E você tem a triste ilusão de que nada mais pode te magoar... engano tão triste engano, mas uma vez a onda veio e te derrubou... mas dessa vez a queda te fez repensar coisas, algumas você não quer pensar... mas ai vem a onda de novo e te mostra que não é o que você quer é o que te trazem... e então você se pergunta: e onde estão as minhas escolhas? porque eu não posso mudar? Então percebe que você se molhou tanto nessa onda que já não pode ficar enxuto...o sol que você ver a sua frente não irá secar o oceano de lágrimas que você criou... e que realmente o que você deve fazer é esperar a ressaca passar...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ela escreve como um anjo...

Andando pelo blog que adoroooooo, que é o da Lena Rodrigues, conheci os textos da Marla de Queiroz, e enfim adicionei o blog dela, ai me apaixonei por outros tantos poemas que tem lá, é poesia puraaaaaa!!!!

E esse é pra aliviar essa minha tarde de sexta-feira tão dolorida...

Leitor, eu tenho sentido a felicidade da forma como eu nunca havia idealizado. Percebo que após tantas perdas, havia me tornado pouco exigente com algumas coisas. E a vida, sábia, não querendo que a minha fé diminuísse me deu coisas tão maiores e melhores do que eu esperava. Leitor, eu descobri algo muito difícil de compreender: a felicidade não tira o medo nem a melancolia de ninguém. O medo é uma necessidade de autopreservação e a melancolia pode ser a coisa que mais desenhe lirismo num olhar. Descobri que a felicidade é um estado de espírito e me incomodou a descoberta. Deveria ser confortador, mas isto me dá uma responsabilidade grande demais. Porque eu pensava que seria feliz quando tivesse um grande amor, um bom emprego, ótimos amigos (sempre os tive) e a espiritualidade encaminhada. E hoje eu tenho tudo e, ainda assim, às vezes me vejo melancólica. E nada me impede de acordar de mau-humor ou solitária demais. Porque eu perdi a possibilidade de ter sempre um réu, algo que me tirasse o peso da responsabilidade. Leitor, também descobri que a plenitude dos monges é possível para nós mortais! Isso me apavorou um pouco, porque busquei demais na meditação e encontrei a plenitude na correria do dia-a-dia, no trabalho, no corpo de um poema. Leitor, a felicidade também não nos tira os pesadelos nem planta um sorriso eterno no nosso rosto. Ela vem na superação de um desafio, em forma de alívio. Mesmo estando muito feliz é possível acordar muito assustado. Eu imaginava a felicidade como uma magia que tomasse conta dos meus dias, meio a minha revelia. Mas ela não se move, ela respeita meu livre arbítrio e a minha vontade de me sentir infeliz apesar de. O que me deixou mais aflita, leitor, foi descobrir que a felicidade nem se perde. Ela está à disposição de qualquer um que queira vibrar neste estado. A gente é que se afasta dela. Se a gente se apega ao sofrimento, às sobras, às incompletudes e às reclamações, como é possível simplesmente estar feliz e agradecer? Acho que ser feliz dá muito trabalho porque você tem que se desvencilhar da tristeza. E o abandono produz ótimas reflexões, o relacionamento falido produz mais metáforas, a falta de algo importante dá uma sensação de que injusta é a vida e que você é só vítima de um destino que não está te ajudando a ser feliz. Mas quando tudo lhe é dado assim, como um mar que se oferece pro seu mergulho, ou uma chuva que poderia fertilizar tua alma, se é o sol que faz falta, ou a sombra que te acolherá, que sentido tem a felicidade se oferecer pra mudar o teu rumo, teu humor, teus assuntos? A felicidade deixa a gente sem assunto. A felicidade é muito mais interessante quando ela é difícil de obter. Leitor, perceber que a distância entre qualquer um e a felicidade é uma quilometragem inventada me deixou pasma. Porque se ela sempre esteve ali, por que só consegui senti-la profundamente agora? Porque eu precisava entender que nada me faltava, eu sempre tive o suficiente de acordo com as minhas escolhas. Hoje, o que tenho é fruto da mesma coisa. Leitor, a felicidade talvez seja só uma escolha... e isso nos compromete demais.

(MARLA DE QUEIROZ)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PORQUE É ASSIM QUE ME SINTO

Um texto muito bom que li há alguns dias em outro blog...

Porque sim eu tenho medo. Tenho medo que você descubra que o meu choro nem era pela história antiga ou pela decisão de ir deixar sozinha as coisas lá naquele apartamento. Porque sim eu tenho medo que você descubra que sou vulnerável e que sou falha, não porque senti saudade de outras histórias, mas porque vislumbrei que podia errar tudo igual e de novo contigo. Porque sim eu não quero errar tudo igual e de novo contigo. E eu tive ciúme sem nem mesmo saber se era você que eu queria. E inúmeras vezes eu tive mais que certeza que era você que eu queria. Porque você gosta de umas séries idiotas, canta umas músicas patéticas e faz umas caretas mais ridículas que as do Sérgio Malandro. Porque você tem um jeito de menino e uma pose de homem marrento que tem mais equilíbrio e coragem do que eu já tive na vida. Porque conversar besteira com você me diverte, me alegra, me anima... Porque conversar coisa séria com você me acalenta, me abraça, me apazigua. E eu morro de medo. Morro de medo de errar erros antigos e de outras histórias com você, porque ao contrário de em todas as outras, eu não consigo prescindir do amigo... Porque você só come o recheio da pizza, gosta de balas de gelatina e só gosta de desenho idiota. E porque eu adoro desenho idiota. E a gente passa horas rindo de qualquer coisa que não tem graça nenhuma.
(Elenita Rodrigues)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

hoje!

Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos. Charles Chaplin