Andando pelo blog que adoroooooo, que é o da Lena Rodrigues, conheci os textos da Marla de Queiroz, e enfim adicionei o blog dela, ai me apaixonei por outros tantos poemas que tem lá, é poesia puraaaaaa!!!!
E esse é pra aliviar essa minha tarde de sexta-feira tão dolorida...
Leitor, eu tenho sentido a felicidade da forma como eu nunca havia idealizado. Percebo que após tantas perdas, havia me tornado pouco exigente com algumas coisas. E a vida, sábia, não querendo que a minha fé diminuísse me deu coisas tão maiores e melhores do que eu esperava. Leitor, eu descobri algo muito difícil de compreender: a felicidade não tira o medo nem a melancolia de ninguém. O medo é uma necessidade de autopreservação e a melancolia pode ser a coisa que mais desenhe lirismo num olhar. Descobri que a felicidade é um estado de espírito e me incomodou a descoberta. Deveria ser confortador, mas isto me dá uma responsabilidade grande demais. Porque eu pensava que seria feliz quando tivesse um grande amor, um bom emprego, ótimos amigos (sempre os tive) e a espiritualidade encaminhada. E hoje eu tenho tudo e, ainda assim, às vezes me vejo melancólica. E nada me impede de acordar de mau-humor ou solitária demais. Porque eu perdi a possibilidade de ter sempre um réu, algo que me tirasse o peso da responsabilidade. Leitor, também descobri que a plenitude dos monges é possível para nós mortais! Isso me apavorou um pouco, porque busquei demais na meditação e encontrei a plenitude na correria do dia-a-dia, no trabalho, no corpo de um poema. Leitor, a felicidade também não nos tira os pesadelos nem planta um sorriso eterno no nosso rosto. Ela vem na superação de um desafio, em forma de alívio. Mesmo estando muito feliz é possível acordar muito assustado. Eu imaginava a felicidade como uma magia que tomasse conta dos meus dias, meio a minha revelia. Mas ela não se move, ela respeita meu livre arbítrio e a minha vontade de me sentir infeliz apesar de. O que me deixou mais aflita, leitor, foi descobrir que a felicidade nem se perde. Ela está à disposição de qualquer um que queira vibrar neste estado. A gente é que se afasta dela. Se a gente se apega ao sofrimento, às sobras, às incompletudes e às reclamações, como é possível simplesmente estar feliz e agradecer? Acho que ser feliz dá muito trabalho porque você tem que se desvencilhar da tristeza. E o abandono produz ótimas reflexões, o relacionamento falido produz mais metáforas, a falta de algo importante dá uma sensação de que injusta é a vida e que você é só vítima de um destino que não está te ajudando a ser feliz. Mas quando tudo lhe é dado assim, como um mar que se oferece pro seu mergulho, ou uma chuva que poderia fertilizar tua alma, se é o sol que faz falta, ou a sombra que te acolherá, que sentido tem a felicidade se oferecer pra mudar o teu rumo, teu humor, teus assuntos? A felicidade deixa a gente sem assunto. A felicidade é muito mais interessante quando ela é difícil de obter. Leitor, perceber que a distância entre qualquer um e a felicidade é uma quilometragem inventada me deixou pasma. Porque se ela sempre esteve ali, por que só consegui senti-la profundamente agora? Porque eu precisava entender que nada me faltava, eu sempre tive o suficiente de acordo com as minhas escolhas. Hoje, o que tenho é fruto da mesma coisa. Leitor, a felicidade talvez seja só uma escolha... e isso nos compromete demais.
(MARLA DE QUEIROZ)
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam, Para aqueles que buscam e tentam sempre!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
PORQUE É ASSIM QUE ME SINTO
Um texto muito bom que li há alguns dias em outro blog...
Porque sim eu tenho medo. Tenho medo que você descubra que o meu choro nem era pela história antiga ou pela decisão de ir deixar sozinha as coisas lá naquele apartamento. Porque sim eu tenho medo que você descubra que sou vulnerável e que sou falha, não porque senti saudade de outras histórias, mas porque vislumbrei que podia errar tudo igual e de novo contigo. Porque sim eu não quero errar tudo igual e de novo contigo. E eu tive ciúme sem nem mesmo saber se era você que eu queria. E inúmeras vezes eu tive mais que certeza que era você que eu queria. Porque você gosta de umas séries idiotas, canta umas músicas patéticas e faz umas caretas mais ridículas que as do Sérgio Malandro. Porque você tem um jeito de menino e uma pose de homem marrento que tem mais equilíbrio e coragem do que eu já tive na vida. Porque conversar besteira com você me diverte, me alegra, me anima... Porque conversar coisa séria com você me acalenta, me abraça, me apazigua. E eu morro de medo. Morro de medo de errar erros antigos e de outras histórias com você, porque ao contrário de em todas as outras, eu não consigo prescindir do amigo... Porque você só come o recheio da pizza, gosta de balas de gelatina e só gosta de desenho idiota. E porque eu adoro desenho idiota. E a gente passa horas rindo de qualquer coisa que não tem graça nenhuma.
(Elenita Rodrigues)
Porque sim eu tenho medo. Tenho medo que você descubra que o meu choro nem era pela história antiga ou pela decisão de ir deixar sozinha as coisas lá naquele apartamento. Porque sim eu tenho medo que você descubra que sou vulnerável e que sou falha, não porque senti saudade de outras histórias, mas porque vislumbrei que podia errar tudo igual e de novo contigo. Porque sim eu não quero errar tudo igual e de novo contigo. E eu tive ciúme sem nem mesmo saber se era você que eu queria. E inúmeras vezes eu tive mais que certeza que era você que eu queria. Porque você gosta de umas séries idiotas, canta umas músicas patéticas e faz umas caretas mais ridículas que as do Sérgio Malandro. Porque você tem um jeito de menino e uma pose de homem marrento que tem mais equilíbrio e coragem do que eu já tive na vida. Porque conversar besteira com você me diverte, me alegra, me anima... Porque conversar coisa séria com você me acalenta, me abraça, me apazigua. E eu morro de medo. Morro de medo de errar erros antigos e de outras histórias com você, porque ao contrário de em todas as outras, eu não consigo prescindir do amigo... Porque você só come o recheio da pizza, gosta de balas de gelatina e só gosta de desenho idiota. E porque eu adoro desenho idiota. E a gente passa horas rindo de qualquer coisa que não tem graça nenhuma.
(Elenita Rodrigues)
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